Masterização para vinil: o que é, orientações, dicas e profissionais para masterizar o seu disco

Na arte de fabricar um disco, uma masterização de qualidade é uma das primeiras etapas para ter um resultado excelente

Para dar mais suporte ao seu projeto, preparamos esse ‘manual’ para esclarecer a você, todas as características da masterização específica para vinil. Além de mostrar as particularidades dessa etapa, indicamos profissionais parceiros da Vinil Brasil que fazem essa arte com muita classe. Confira!

FICHA INFORMATIVA SOBRE MASTER PARA DISCOS DE VINIL

Masterização em vinil significa cortar um disco master de laca em um torno de corte. Este disco pode ser tocado algumas vezes (alguns DJs fazem isso, mas a laca é bastante frágil e se desgasta com o uso repetido).

Este é o disco que será enviado para a área de galvanização, onde o stamper (molde físico) será produzido a partir do disco de laca. O stamper é usado para prensar os discos de vinil. Enquanto é comum fazer um CD com uma duração de 45-50 minutos (ou mais!), isto é muito mais tempo do que um disco de 12 polegadas em vinil suporta.

Quanto mais longo é o disco, as ranhuras tornam-se mais finas e rasas (ou seja, mais baixas em volume) e isso nem sempre é o objetivo para seu produto final.

Abaixo são recomendados tempos ótimos e máximos para os lados que ainda podem ser cortados em um volume ideal.

Tempos recomendados de áudio para vinil

Uma outra importante diferença entre o CD e o vinil é a degradação em resposta das altas frequências que ocorre quanto mais a agulha se move para o centro do disco enquanto ele é tocado. Isto acontece devido ao fato do raio do disco diminuir quanto mais próximo ao centro. E a velocidade em que a ranhura está em movimento transmitida à agulha diminui também.

A área mais interna utilizável num disco tem uma circunferência inferior à metade da que se observa no início de um disco. Como a velocidade é constante, esta circunferência muito menor deixa muito menos área para um sulco de alta frequência ser cortado.

No interior do disco isso se torna tão apertado que a agulha de corte pode realmente acabar com as altas frequências com a sua própria extremidade traseira enquanto o disco se move, moldando a forma de onda que acabou de ser cortada com sua parte dianteira. Se você já reparou, muitos discos clássicos, muitas vezes tinham uma música muito suave ou um pouco vazia no final de cada lado, e esse é o motivo.

Quando vinil era o formato principal de uma versão, os registros eram sequenciados para colocar as músicas com o conteúdo em mais alta frequência ou as canções mais importantes próximas das bordas de cada lado. Então, considere colocar suas faixas principais nas primeiras faixas quando definir a ordem do vinil!

Sibilância e altas frequências DISTORÇÃO:

Mesmo quando você está analisando as ranhuras exteriores e tudo parece bem, você pode achar que algo desagradável acontecendo nos pratos pesados ou “S”, sons vocais que não estavam lá na sua mixagem. O excesso de material de alta frequência é o “Calcanhar de Aquiles” do corte de matrizes.

Em poucas palavras, quando uma explosão particularmente intensa de informações de alta frequência é encontrada por uma agulha de reprodução, ela pode realmente fazer com que a agulha comece a apenas flutuar ao longo dos sulcos e é ouvida como distorção.

Rajadas de material de alta frequência, muitas vezes têm este problema. Por esta razão, um dos processos mais corretivos comuns em dominar o vinil é o uso do De-Esser (também chamado um limitador de alta frequência). Este dispositivo (como o nome sugere) reduz sons “S” e excessos de alta frequência.

Na era do vinil como o formato predominante, as gravações eram, muitas vezes, mais “escuras no tom” em parte para evitar este problema. Na era digital atual, as mixagens são feitas frequentemente muito brilhantes e sibilância vocal é muitas vezes acentuada, ao invés de reduzida.

Se você está preparando uma mixagem/masterização de ambos (CD e vinil) ou especialmente para o vinil, trabalhe durante a mixagem para manter o material de alta frequência excessiva, sob controle. Isso fará com que seja muito mais fácil de fazer um “corte raso”, ou para cortar o disco sem o uso de adicional de equalizador ou limiter de alta frequência.

MATERIAL ESTÉREO NOS GRAVES:

Abaixo de 200Hz, material fora de fase pode causar pulos e quebras da agulha de corte. Para prevenir este problema, o material deve ser mandado com equalização elíptica deixando em mono tudo abaixo destas frequências.

ENTREGA

Digital: O áudio deve ser entregue em formato digital (.wav, .aiff) 16 ou 24 bit. De 44.1Hz a 96kHz. Os arquivos devem ser nomeados como lado A e lado B e acompanhar a Ficha de Fonogramas (preenchidas com os tempos corretos), para que possamos inserir as marcas visuais entre cortes.

Analógico: Entrega em fitas em 1/4 de polegada a 15ipi (também devem acompanhar a Ficha de Fonogramas)

Indicamos nossos parceiros e colaboradores para sua masterização:

Paulo Torres: pauloaatorres@gmail.com

Oswaldo Martins: turbomastering@hotmail.com

Arthur Joly (Reco-Master): arthurjoly@gmail.com

Classic Master (Carlos Freitas): contato@classicmaster.com.br

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