Vinil Brasil: a trilha de um sonho

Conheça a história sobre como a Vinil Brasil surgiu

Seja bem vindo ao blog Aurora Solaris!

É com muito orgulho que apresentamos a você este espaço de compartilhamento de informações e disseminação de Cultura. Colocamos no Aurora Solaris o mesmo carinho e qualidade que almejamos em nossas produções.

Aqui você poderá acompanhar nossos lançamentos, notícias e dicas de profissionais na área do disco.

Além de muita música e amor por discos, nossa história é feita por grandes personagens que contribuíram e contribuem para que você receba o nosso melhor. Pessoas dedicadas e parceiros que trabalham muito para que a Cultura do disco se dissemine cada vez mais pelo Brasil e pelo mundo. E para você conhecer melhor essa narrativa cheia de vozes, nada melhor do que uma boa história escrita.

A Vinil Brasil agradece a sua visita e deseja uma ótima leitura. 

A Gênese


Em 2014 Michel Nath, poeta, compositor, músico, DJ e produtor cultural, desenvolvia seu trabalho autoral SolarSoul, álbum que seria prensado na fábrica da GZ Media, na República Tcheca, uma das mais antigas e bem estruturadas fabricantes de discos do mundo.

A fábrica fez seu primeiro disco em 1951 e era a vez de Michel produzir sua obra na empresa. Com tudo preparado para a prensagem de seu álbum, a encomenda foi feita em abril de 2014, mas os discos só foram prensados meses depois e parte do lote entregue em outubro do mesmo ano.

SolarSoul , álbum de Michel que impulsionou a criação da Vinil Brasil
SolarSoul , álbum de Michel que impulsionou a criação da Vinil Brasil

Enquanto Michel esperava durante nove meses pela chegada de seu disco, ele passou esse tempo refletindo e conversando com alguns nomes da cena musical sobre a possibilidade de uma mobilização coletiva para criar uma estrutura que alterasse o cenário da falta de condição ideal para se produzir vinil no Brasil. “Eu vi que fazer um disco no Brasil não era tão simples e queria fazer algo para mudar este quadro.”

Quando Michel começou a receber, em outubro de 2014, os primeiros exemplares do SolarSoul, a mesma pessoa que era responsável pela importação do seu álbum encontrou prensas que pertenceram à antiga fábrica da gravadora Continental, abandonadas num ferro-velho.

Prensas abandonadas no ferro-velho
Prensas abandonadas no ferro-velho

Estas prensas ficaram inativas por 20 anos no galpão da antiga fábrica, além de mais um ano ao relento no local onde foram encontradas. O importador dos discos de Michel tinha um interesse em obter as prensas mas precisava de um parceiro para ter condições de adquiri-las. Michel se dispôs a participar nessa empreitada, vislumbrando que essas máquinas poderiam entrar no cenário de produção atual da música brasileira.

Poucos meses depois, a pessoa que encontrou as prensas se retirou da parceria, deixando a missão de recuperá-las sob a responsabilidade de Michel. As prensas Hamilton já tinham em seu aço, uma história dentro da Continental, mas precisavam ser recuperadas para entrar na ativa novamente.

 A Velha Guarda


Logo depois da aquisição das prensas, Michel ficou sabendo da existência de Luiz Bueno, que trabalhou por quase duas décadas como encarregado geral de manutenção da Radio Corporation of America (RCA), uma das gigantes da indústria fonográfica mundial que tinha uma fábrica no bairro Jaguaré, em São Paulo. “Foi a melhor ligação que eu recebi em 20 anos”, lembra Michel sobre o que Luiz disse ao telefone.

Com o galpão ideal na Barra Funda, zona oeste paulistana, e a ajuda de outros profissionais, foram desenvolvidas e implantadas novas partes e tecnologias para o maquinário.

Outros antigos funcionários da RCA também entrariam em cena para colaborar na Vinil Brasil: Oswaldo Martins – que indicou Bueno à Michel – e Paulo Torres, grandes profissionais do corte de acetato – placa circular, parte da primeira etapa da fabricação de um disco. “Oswaldo do Corte“, como é conhecido no meio musical, e Paulo trabalharam em grandes empresas e projetos no processo que grava a música no disco de acetato.

Paulo Torres, Oswaldo Martins e Antônio Loureiro na sala de corte de acetato (esq. p/ dir.)

Oswaldo reiniciou uma parte de sua carreira na Vinil Brasil. “Fiquei muito grato ao Michel por esta oportunidade maravilhosa. E em êxtase, pois, jamais imaginei que um dia voltaria a pilotar a máquina de corte com a qual trabalhei por vários anos.”

Paulo estava ansioso para resgatar a Cultura do disco no país. “Fiquei muito feliz pela iniciativa do projeto do Michel em abrir a fábrica de vinil aqui em São Paulo e espero da minha parte poder contribuir para que ela consiga atingir a qualidade do áudio desejada e seus demais processos industriais.”

Alguns equipamentos recuperados do estúdio de corte de acetato da RCA, por Antônio Loureiro, técnico eletrônico da antiga fábrica, também entraram na estrutura da Vinil Brasil. Mas, assim como as prensas, tais máquinas também precisaram de ajustes e depois de longos nove meses de trabalho de Loureiro, o torno de corte de acetato e suas ferramentas de apoio estavam prontas para terem o botão on apertado.

Abrindo Novos Caminhos

 

Primeiro disco prensado na Vinil Brasil: SolarSoul amarelo
Primeiro disco prensado na Vinil Brasil: SolarSoul amarelo


Além das prensas e equipamento de corte prontos, a Vinil Brasil também preparou um laboratório para fabricação de
stampers. Essas peças extraídas do acetato cortado são levadas às prensas para então imprimirem música nos discos. Quem concluiu a instalação desta área na Vinil Brasil, foi Paulo Henrique, o Pepê, que acumula experiências no setor e integra o time fornecendo o que há de melhor em seu conhecimento prático.

Além destas pessoas que deram todo seu suporte e atenção à Vinil Brasil desde o começo para que a fábrica trabalhe em harmonia, nossa equipe têm Ezio R. Lorenzetti como diretor de negócios, que cuida do relacionamento com os clientes e das demandas de pedidos. E Rodolfo Puccioni, diretor de fábrica, que lidera a equipe e os processos da Vinil Brasil.

E também os parceiros Frédéric Thiphagne, o Fred, da Goma Gringa Discos, que coloca todo seu conhecimento em artes gráficas nas capas dos discos da Vinil Brasil. Para concluir o assunto parceria, a Vinil Brasil se sente honrada em imprimir seu material gráfico na Gráfica Águia, reconhecendo sua dedicação e excelência de serviço.

Contamos também com a colaboração de Arthur Joly, da Reco-Master Analog Mastering Studio, estúdio de masterização e corte de acetato, que faz serviços pontuais de corte para a Vinil Brasil.

Equipe Vinil Brasil
Equipe Vinil Brasil

“A missão principal da Vinil Brasil é construir e materializar um legado musical para o Brasil, o planeta e a humanidade. A Vinil Brasil não é uma produtora de plástico, mas sim, uma realizadora de Sonhos e Cultura.”

                                               Michel Nath

A história da Vinil Brasil está apenas começando.

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