Vinil Brasil participa do Supernova Festival e mostra seus processos de fabricação de discos

Evento contou com apresentações da Vinil Brasil, Vinyl Lab e Casa Brasilis, a convite do projeto Ninjasound

(Da esq. para dir.) Bruno Borges, da Vinyl-Lab e Casa Brasilis, Michel Nath, responsável pela Vinil Brasil, e o DJ Jeff Bass e o MC Bastian Tamoio Bantu, do projeto Ninjasound
(Da esq. para dir.) Bruno Borges, da Vinyl-Lab e Casa Brasilis, Michel Nath, responsável pela Vinil Brasil, e o DJ Jeff Bass e o MC Bastian Tamoio Bantu, do projeto Ninjasound

A Vinil Brasil e a Vinyl Lab foram as convidadas do Supernova Talks convidam Ninjasound, bate papo feito no sábado (05/08), parte do Supernova. Ninjasound é o projeto do DJ Jeff Bass e do MC Bastian Tamoio, que também tocaram no evento que ocupou o Parque Dom Pedro de agosto a setembro, em São Paulo.

Em meio às exposições e muita música e cultura urbana, Michel Nath, responsável pela Vinil Brasil; e Bruno Borges, aka DJ Niggas, da Vinyl Lab e Casa Brasilis falaram sobre seus processos de fabricação de discos e mostraram os desafios que giram em torno desse universo.

Bruno disse como corta seus discos de policarbonato diretamente em um torno de corte recuperado por ele e Arthur Joly. Ele explicou que os dubplates, discos cortados diretamente no PVC, são feitos por uma agulha de diamante ou de metal. O processo é quase 100% artesanal e o tempo gasto em cada peça pode chegar a meia hora. O destaque são seus discos quadrados Lo-Fi, chamados assim por causa da textura diferente de um disco prensado. Geralmente eles acompanham uma arte no verso, parecidos com os picture discs.

Bruno falou que o tempo para fabricar cada disco pode demorar
Bruno falou que o tempo para fabricar cada disco pode demorar

Bruno contou detalhes destes discos. “Pra fazer o disco Lo-Fi, uso matéria-prima feita no Brasil. Uma agulha de diamante que uso pra cortar, custa em média 200 euros, já o preço de um dubplate lá fora varia de 60 a 80 dólares. No Brasil, fazer esse dub em LP sai de 200 reais a 300 reais. Muito diferente do prensado na fábrica, que é outra técnica e processo. Já fiz discos como convite de casamento, de eventos e shows.”

Michel falou sobre a história e processos produtivos da Vinil Brasil
Michel falou sobre a história e processos produtivos da Vinil Brasil

Do outro lado da produção, Michel contou além da história do ‘resgate’ das prensas num ferro-velho em SP, etapa a etapa da fabricação na Vinil Brasil. Desde a masterização do áudio ao controle de qualidade. “Na fábrica, o tempo para cortar o acetato é otimizado. Temos dois técnicos que cortam o disco de acetato. E desse disco, produzimos o stamper na galvanoplastia, que vai para a prensa e pode chegar a prensar mais de 300 unidades. E cada prensagem leva de 40 segundos a 1 minuto.”


O público que foi ao Supernova no dia conferiu de perto algumas das nossas produções e viu em primeira mão até nosso primeiro disco compacto produzido. A Vinyl Lab também mostrou seus curiosos discos.

Confira fotos do evento.

Público conferiu nosso primeiro disco compacto (7'') ao vivo
Público conferiu ao vivo nosso primeiro disco compacto (7”)
Disco Lo-Fi quadrado, feito pela Vinyl Lab
Disco Lo-Fi quadrado, feito pela Vinyl Lab

 

 

 

 

 

Visitante conhece stamper usado na Vinil Brasil para prensar discos
Visitante conhece stamper usado na Vinil Brasil para prensar discos
DJ Jeff Bass, do projeto Ninjasound
DJ Jeff Bass, do projeto Ninjasound, tocou ao final da conversa

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